19 agosto, 2005

A Crise e as Ações Sociais


Diante de toda a lama que vem escorrendo do Planalto Central, e com a triste constatação de que a coisa é muito pior que a gente poderia imaginar, pois parece que esse poço não tem fundo, e que se as investigações continuarem, talvez cheguemos lá nos idos do Mal. Deodoro.
Por isso mesmo acredito no trabalho feito através de pequenos grupos - bem – organizados, como algumas ONGs, fundações, Associações, etc., voltadas para ações sócio-culturais principalmente.
O fato é que não podemos, nem devemos ficar tão somente dependentes das ações governamentais como um jogador a esperar a bola com as mãos na cintura. Podemos e devemos ser mais participativos dentro da sociedade da qual fazemos parte, principalmente porque a maioria das ações se destina a buscar soluções para os problemas que enxergamos melhor que ninguém, justamente por estarem mais próximos a nós, nunca é claro, desprezando o papel do Estado, mas sim, procurando trabalhar ao lado dele, como apoio ou mesmo como fiscalizador de suas ações, ou mesmo no papel de cobrador responsável de ações.
Aliás, há uma confusão por parte de algumas pessoas, quando uma ONG, por exemplo, participa de ações integradas com o governo. Isso não quer dizer que a mesma esteja submissa a esse. O que não deve ocorrer é passar a sofrer interferências ou gerencias externas por governantes ou de quem quer que seja em troca de algum favor ou benefício.
Outro ponto positivo nessas ações reside no fato que as comunidades confiam cada vez mais nesse tipo de trabalho, pois há um grande descrédito com os governantes.
Cabe, entretanto a essas entidades, a responsabilidade de manter acesa essa credibilidade, com bastante transparência em suas ações e em seus objetivos. Uma das formas para que isso ocorra é o envolvimento de mais pessoas das comunidades nos projetos.
Cabe também à população procurar se inteirar de como participar desses grupos e procurar o engajamento em uma dessas organizações. Democracia é isso aí, em toda sua plenitude.