16 agosto, 2005


MÚSICA INDEPENDENTE CONTRA A MEDIOCRIADADE
Um dos maiores tesouros musicais está na chamada música independente. Muitos artistas, por não terem condições finanaceiras nem os contratos milionários das gravadoras, ou ainda por não disporem de espaço na grande mídia, são obrigados a registrarem suas obras, bancando todos os custos de produção e distribuição.
Há também aqueles que optam por esse meio de trabalhar, para fugirem da "escravidão" das gravadoras, que em geral querem assumir toda a direção do trabalho do artista, inclusive escolha de repertório.
Alguns poucos buscam e encontram apoio nas leis estaduais e federais de incentivo a cultura. Também conseguem respaldo nas emissoras culturais. Vale destacar a Rede Minas de Televisão e a Cultura-PR. Juntam-se a essas, algumas emissoras de FM comunitárias como é o caso da SUCESSO-FM de Rio Casca, onde através de programas como o didático Feira Moderna, idealizado e apresentado pelo músico Washigton Lasmar e por Maristela Carvalho, o Estância do Reggae, do Guigo, apresentam semanalmente uma leva de músicos desconhecidos do grande público ao lado de outras feras, tendo como principal ingrediente a qualidade pura e simples do trabalho. Nessa Emissora o programa da ONG ARCA, abre espaço para a MPB de qualidade, com destaque para os artistas mineiros, e ainda "O Amor está no Ar", com o 1º e único Roberto César, mostrando o lado "B" de bom, da música brega.
Também a internet abriu um caminho novo para divulgação e comercialização desse trabalho. Num verdadeiro trabalho de garimpagem a gente consegue conhecer e adquirir obras dos muitos autores que surgem a cada dia. É até difícil citar nomes já que são tantos. Mais prá frente vou editar uma relação dos artistas que conheço e que poderia recomendar, inclusive com informações de onde conseguir adquirir seus trabalhos.

Em geral, a qualidade dos trabalhos é excepcional, tanto pela obra em si, bem como a parte de arranjos, qualidade de gravação e também o trabalho gráfico aprimorado, que veste o produto.
E aí vem aquela indignação pela forma como a grande mídia não dá a mínima para esses artistas que fazem a verdadeira música brasileira em todos os estilos.
Infelizmente, a maior parte das obras independentes fica no anonimato e nunca chegará ao conhecimento do público, pelas dificuldades de distribuição e divulgação.
Por outro lado, o público continuará conhecendo e comprando somente o produto derramado à exaustão pelos Domingões, Sabadões, e pelas FMs comerciais da vida, já que esses não atendem aos nossos muitos apelos, e se rendem apenas ao que lhes é imposto pelas gravadoras e pelo poder comercial.
Até qualquer dia.